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Cinomose

Com uma população canina de mais de 37 milhões, o Brasil conta com apenas 7 milhões de cães vacinados atualmente; o que significa que a maior parte dos cachorros do país permanecem suscetíveis a contaminação pela Cinomose. Lembrando que a taxa de mortalidade por esta doença chega a 85%.

Por - 1 de novembro de 2015

cinomose

A cinomose é uma doença viral, multissitêmica (atacam diversos órgãos), que acomete principalmente cães jovens (até um ano). Cães adultos e idosos normalmente são acometidos pela doença por falta de vacinação e oscilação na imunidade do pet. Não escolhe sexo, raça ou época do ano.
É altamente contagiosa. A transmissão se dá de forma direta, contato do animal sadio com animal doente, ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado ou por fômites, objetos que já tiveram contato com o animal doente – comedouro, bebedouro, cama, brinquedos e etc.
Basicamente, a doença se apresenta em fases: fase respiratória (secreção nasal, pneumonia, tosse, secreção nos olhos e febre), fase gastrointestinal (diarreia, vômito, falta de apetite e febre), fase neurológica ( dificuldade de locomoção, tremores musculares, convulsões, alterações comportamentais e etc). Vale a pena ressaltar que a doença pode seguir de fase em fase, como pode ir direto a uma fase neurológica.
Parece sério, né? Qual o tratamento dessa doença? Não existe um tratamento específico nesta doença. O veterinário tentará manter o animal em boas condições, o que é extremamente difícil, com soro, vitaminas, antibióticos e etc. E espera-se o animal reagir.
Uma droga muito utilizada, apesar de cara, é a ribarvirina. Esta é droga do momento! Ela realmente retarda, por um tempo, a evolução da cinomose, porém, ao mesmo tempo, causa problemas em diversos outros órgãos. Devendo ser utilizada com muita cautela e fazendo monitoramento severo do paciente.
Outra “receita” do momento é quiabo ou suco de quiabo. Não existe nenhum tipo de comprovação cientifica que o quiabo auxilia na recuperação. Em muitos casos, devido a debilidade/fraqueza do animal, ele engole a “mistura”, vomita e aspira parte do vômito, causando uma pneumonia aspirativa. Agravando assim o quadro do animal. QUIABO É 100% MITO.

 

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Como nós vimos, não existe um tratamento especifico, um protocolo. Os veterinários vão adicionando drogas de acordo com a evolução ou não do animal. A melhor forma de evitar essa doença é através da vacinação correta e periódica por toda a vida.
Hoje, temos vacinas que podem ser aplicadas aos 30 dias de nascido (especifica contra cinomose e parvovirose), a Nobivac Puppy. Posteriormente, mantem-se 3 doses. Uma dose a cada 30 dias. Todas as vacinas devem ser reaplicadas anualmente, por toda a vida do peludo.
Meu filhote morreu com Cinomose. Quando posso ter outro? O ideal é que tudo do seu peludo anterior seja jogado no lixo, que todo o local seja lavado diariamente com agua sanitária (nossa “Quiboa”) e esperar pelo menos 6 meses pra ter novo filhote. Nesse tempo de espera, você pode decidir se vai comprar ou adotar, qual a raça que mais se adequa a sua vida, escolher um nome, comprar novos comedouros, bebedouros, brinquedos, caminhas, guardar dinheiro para as vacininas. Vai passar rápido! Logo logo, mais um rabinho abanando pra você!

 

SOBRE O COLUNISTA

dracamila

Médica Veterinária formada na UECE, especialista em clínica médica e cirúrgica pela UFERSA. Trabalhou com cães portadores de hidrocefalia, acompanhando o desenvolvimento físico do animal e a interação benéfica com o tutor. Sócia da Pet’s Clinica Veterinária.

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