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Displasia de cotovelo – parte 1

Entenda mais sobre a displasia do cotovelo no cão (DCC), um termo genérico que identifica uma doença hereditária do cotovelo, geralmente em cães de raças médias e grandes.

Por - 6 de dezembro de 2015

A articulação do cotovelo é uma articulação móvel formada pelo úmero, rádio e ulna. Estes três ossos devem articular de forma precisa de modo a permitir um funcionamento satisfatório. A displasia do cotovelo no cão (DCC) é um termo genérico utilizado para identificar uma doença hereditária do cotovelo, em cães de raças médias e grandes.

 

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A DCC é composta por 4 patologias que podem ocorrer independentemente ou associadas entre si:

 

- Não união do processo ancôneo

- Osteocondrite dissecante do côndilo medial do úmero

- Doença do processo coronóide medial, também conhecida como fragmentação do processo coronóide

- Incongruência do cotovelo

 

A avaliação clínica é essencial para o diagnóstico, uma vez que os cães afetados podem permanecer ativos em termos comportamentais, apresentando apenas claudicação bastante sutil. De modo geral, os animais são afetados bilateralmente.

 

As primeiras alterações são normalmente observadas aos 4-5 meses de idade, embora já tenham sido relatadas em animais mais jovens. Os sinais clínicos associados a osteoartrose secundária podem aparecer em qualquer idade. No início, a claudicação é sutil, especialmente se ambos os membros estiverem afetados. A claudicação geralmente piora após o repouso ou um exercício intenso.

 

O exame ortopédico pode revelar atrofia muscular dos membros anteriores e tumefacção da articulação do cotovelo com aumento de fluido, fibrose ou produção de osso. Por vezes, a amplitude do movimento do cotovelo é reduzida, com presença de dor e, alguns casos, crepitação nos movimentos de flexão e extensão. A avaliação do desconforto causado pela manipulação do cotovelo constitui um forte indicador.

 

Desde há muitos anos que a radiografia tem sido o método imagiológico padrão para o diagnóstico, classificação e registro da Displasia de cotovelo. Para uma avaliação radiográfica precisa e completa, devem ser estudadas quatro incidências: médio-lateral fletida, médio-lateral em posição normal de carga, crânio-caudal e crânio-lateral caudo-medial oblíqua em 15°. Além do Raio X, podem ser utilizados tomografia computadorizada, ressonância, artroscopia e análise do líquido sinovial como diagnóstico para a displasia de cotovelo.

 

Na próxima postagem continuaremos a falar sobre o tratamento e prognóstico da displasia coxofemoral.

 

Fonte: Displasia de cotovelo – Bruno Peirone e Fulvio Cappellari – Revista Focus

 

SOBRE O COLUNISTA

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Médico Veterinário formado na UECE e pós-graduado em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária pela UNIP-SP. Trabalha com reabilitação animal e atua nas áreas de ortopedia, neurologia, fisioterapia e terapia celular. Pioneiro no tratamento com células-tronco para pets no Ceará, sendo membro da equipe nacional Curavet®.

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