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Entenda o que é a displasia coxofemoral

A Displasia Coxofemoral é uma doença mais comum do que imaginamos. Veja algumas informações importantes sobre causas e tratamentos!

Por - 19 de agosto de 2015

Temor de muitos donos de cachorros, principalmente dos criadores, a Displasia Coxofemoral é uma doença mais comum do que imaginamos. Apesar de ter sua etiologia específica desconhecida, sabe-se que há grande influência dos fatores genéticos, ambientais (pisos lisos) e nutricionais (excesso de cálcio, animais obesos) nessa patologia. A origem do nome vem de Dis=má + plasia=formação (má formação), que ocasiona um afrouxamento das articulações coxofemorais (encaixe da cabeça do fêmur no quadril).

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Ela é bastante comum em cães de raças grandes e gigantes, como Golden Retriever, Labrador, Rottweiler, Pastor Alemão, São Bernardo e Fila Brasileiro. Apesar disso, os cães de raças pequenas e médias também podem apresentar. Essas raças se caracterizam por ter um ganho de peso rápido, geralmente com um consumo nutricional excessivo, com pouco exercício e baixa queima de calorias. Outro fator importante é que tais animais vivem em pisos extremamente liso, tornando o binômio "peso-piso" um fator preponderante no aparecimento de sinais clínicos. O fator genético é bastante discutido e cães com displasia grave devem ser excluídos da reprodução.

Os sinais clínicos são bastante variáveis. É comum a intolerância ao exercício, andar rebolado, pulo de coelho, claudicação (cansaço), dor e, em alguns casos, atrofia da musculatura pélvica. Dependendo do quadro pode ocorrer luxação coxofemoral.

O raio-X para diagnóstico é de extrema importância. No raio-X tradicional (Norberg) os cães são classificados em Grau A a E, sendo o Grau A uma articulação normal e o grau E um displásico severo. A reprodução de um animal com Grau C é aceita no Brasil desde que este acasale com um animal de Grau A. Abaixo a classificação:

HD- (grau A) - articulação normal / livre de displasia / isenta de displasia

HD+/- (grau B) - quase normal / próxima do normal

HD+ (grau C) - displasia leve

HD++ (grau D) - displasia moderada

HD+++(grau E) - displasia severa

O método de Norberg se mede o ângulo da articulação e também há uma parte de avaliação do estado geral da articulação e acetábulo (local de encaixe do fêmur no quadril). Pelo método Norberg o laudo definitivo é dado apenas com 24 meses.

A técnica de PennHip ou Método de distração pode ser utilizado para diagnóstico definitivo a partir dos 4 meses. Esse índice mede o grau de lassidão (frouxidão) articular que é o primeiro evento da displasia coxofemoral no animal jovem. Não temos esse método de diagnóstico em Fortaleza.

É importante diferenciar a displasia coxofemoral de outras doenças, para tanto procure sempre um profissional experiente ou especialista na área de ortopedia para proceder o diagnóstico e tratamento adequado para seu animal, se possível procure mais de uma opinião.

O tratamento vai depender da idade do paciente, grau de desconforto, achados físicos e radiográficos e das expectativas e finanças do cliente. Semana que vem continuaremos com os tratamentos para a displasia coxofemoral!

 

SOBRE O COLUNISTA

dr-alison-ximenes-focinhos-urbanos

Médico Veterinário formado na UECE e pós-graduado em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária pela UNIP-SP. Trabalha com reabilitação animal e atua nas áreas de ortopedia, neurologia, fisioterapia e terapia celular. Pioneiro no tratamento com células-tronco para pets no Ceará, sendo membro da equipe nacional Curavet®.

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