Mitos e verdades sobre o Calazar!

Este é um tema que dá muito o que falar: a doença do Calazar! Ouvimos muitos debates sobre tratar ou eutanasiar (conhecido popularmente como sacrificar), mas vocês sabiam que poderíamos evitar esse mal aos nossos filhos? Como? Compartilho com vocês algumas informações bem importante nesse artigo!

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1. A prevenção é a chave mestra nessa hora! As coleiras repelentes a base de Deltametrina (Scalibor) ou Deltametrina com Propoxur (Leevre) podem ser usadas a partir do terceiro mês do nosso bebê. Uma dica legal: já ouvi muito gente reclamar que essas coleiras causam alergia, principalmente em cães de pequeno porte. O que fazer? Retira-se a coleira por três dias, passa um pano úmido de forma delicada sobre a coleira. Coloca novamente no cão. Normalmente temos um sucesso de aproximadamente 90% nos casos de alergia.

Outra dica essencial: não dividam as coleiras! Compre a que fica certinha no pescoço do seu pet. Já teve casos em que vi 10 cm de coleira sendo segurados por fios, amarrados com arame. Vocês acham que isso funciona? É claro que não!

2. Temos também os produtos pour-on, aqueles que você coloca no dorso: temos o Pulvex e o Pullgoff, a base de permetrina. Esses produtos protegem o animal por 28 dias. O animal deve está sujinho para aplicação.

3. Sprays e velas a base de citronela. Encontramos várias marcas no mercado, como Karflae e Citrosafe.

4. Vacina Leishtec: a única liberada no mercado. Antes de sua aplicação, colhe-se sangue para exame de calazar. Normalmente, o resultado sai em 15 dias. Dando negativo, inicia-se a vacinação. Uma dose a cada 21 dias, no total de três doses. O reforço é anual, uma dose, como as demais vacinas. Muitas pessoas questionam o poder de proteção da vacina. É claro que nenhuma vacina é 100% eficaz, mas uns 90% já é alguma coisa, não é?

Mas como nenhum método é 100%, o que podemos fazer?

Associamos os métodos. O que normalmente associamos é a vacina Leishtec e a coleira (independente da marca). Pode ser usado também a citronela spray ou as velas. Não podemos dizer que não temos como proteger nossos amiguinhos, né?

E se seu bebê já tem a doença?

O Ministério da Agricultura, assim como o Conselho de Medicina Veterinária, proíbem o tratamento do animal. Eles sugerem a eutanásia do animal. Mas muitos veterinários tratam a doença, com o intuito de prorrogar e dar qualidade de vida animal, visto que não há um tratamento/protocolo aprovado e não há casos relatados de cura.

Na verdade, o que acontece hoje, em Fortaleza, depende da vontade do dono. Se o dono quiser tratar e encontrar um veterinário que trate, se faz. Particularmente, acho que não tem uma resposta certa (tratar x eutanásia), pois isso irá depender muito de animal para animal, e de caso para caso.

O que deve-se deixar bem claro é que o cão não transmite a doença, ele é apenas o que chamamos de reservatório. O contagio do ser humano é feito, também, pela picada do mosquito.

Para evitar essa dura escolha, previna! Não dê espaço para o azar!