Cuidados com o seu pet no calor!

Morar no nordeste brasileiro significa ter calor o ano todo, porém, seguindo o clima prevalecente no Brasil, os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março são os mais quentes.

Sabendo disso, é fundamental redobrar os cuidados com os pets nessa época do ano, pois eles também costumam ser castigados pelo calor intenso. Vale mencionar que os mais afetados são os cães braquicefálicos (aqueles com focinhos achatados), os que estão fora do peso ou os cardíacos.

Para ajudar seus bichinhos a passearem tranquilamente mesmo pelos dias mais calorosos e aproveitar o melhor que o verão proporciona (ainda mais em uma cidade praiana, como é o caso de Fortaleza), seguem algumas dicas específicas:

  • Espalhar bebedouros pela casa

É muito bom estimular os animais a tomarem água com frequência, principalmente em dias mais quentes. Facilite o acesso do pet, distribuindo potes ou bebedouros em locais estratégicos da casa, sempre com água limpa e fresca.

Outra dica muito interessante é oferecer gelo, água de coco, gelo de água de coco e pedaços de frutas congeladas para hidratá-los, refrescá-los e ainda ajudá-los a se distrair.

  • Evitar locais quentes e fechados

Evite que os bichos fiquem fechados em lugares quentes, como acontece quando tutores, erroneamente, deixam seus animaizinhos fechados dentro do carro para irem a alguma loja, banco ou farmácia. Lembrem-se de que a temperatura do carro pode subir muito rápido, ocasionando desidratação e superaquecimento, podendo levá-los à morte.

Cuidado também quando forem deixá-los sozinhos em casa. Procure ligar um ventilador ou o ar condicionado, para manter o ambiente fresco e agradável.

  • Não passear nos horários mais quentes do dia

Os melhores horários para passear com os cães são aqueles em que o sol está mais fraco, ou seja, antes das 10 horas da manhã ou após as 16 horas. Procure locais com bastante sombra, onde ele possa descansar um pouco.

Fique atento à temperatura do chão: faça um teste encostando as costas de sua mão na rua, se for quente para você, é quente para seu amigo. Dê preferência a locais com gramas.

Leve sempre junto água fresca para mantê-los hidratados, porém, prefira oferecer mais vezes durante o passeio, em vez de deixá-los beber tudo rapidamente.

  • Cuidados extras com doenças

A infestação de parasitas (pulgas e carrapatos, por exemplo) e mosquitos costumam ser mais frequentes nessa época. Mantenha-os sempre protegidos com repelentes próprios para animais, coleiras e remédios antipulgas e carrapatos.

Procure um veterinário caso perceba que seu cão está vomitando ou com diarreia.

Cuidado redobrado com os cães e gatos de pelagem clara, pois eles sofrem mais com a incidência dos raios solares. Procure protetores solares específicos para pets, que os mantenham protegidos contra o câncer de pele. O filtro deve ser aplicado em regiões com pouco pelo, como focinhos e orelhas, em média a cada duas horas, ou menos, em caso de contato com a água.

  • Banho

No verão, é possível aumentar a frequência dos banhos em cães e gatos (em média, um por semana) e mantê-los limpos e livres do calor. O cuidado especial deve ser ao secar, para evitar que o pelo fique úmido e desenvolva problemas de pele.

  • Tosa

A tosa serve para refrescar os bichos, e é recomendada principalmente em raças mais peludas como o Schnauzer ou o Lhasa Apso e até gatos de pelagem mais cheia, como os Persas.

Porém, é preciso ficar atento a raças que apresentem sub-pelo (como é o caso do Chow-chow, Spitz Alemão, Akita e Samoieda), que funciona como um termostato ajudando a manter a temperatura corporal, ou seja, esquenta em dias frios e resfria em dias mais quentes. Essas raças não devem ser tosadas, apenas aparadas, para não perderem essa proteção natural.

Esses são alguns cuidados essenciais para se ter não somente no verão, mas todos os dias. Também é importante prestar bastante atenção aos sinais que o animal dá.

Lembrem-se de que, diferentemente dos humanos, os animais não transpiram pela pele, mas sim pela boca e pelo coxim (almofadinha da pata). Cães, ao se exercitarem, ficam com a língua para fora e com uma respiração mais acelerada para resfriarem seu corpo. Essa é a dificuldade que os braquicefálicos apresentam, pois não têm a extensão adequada do focinho para ajudar no resfriamento do ar.

No mais, é só aproveitar a estação mais animada de todas e levar seus amigos peludos sempre junto, pois melhor companhia não há!

Por Priscila Furlan, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

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