FORTALEZA
BUSCA POR SERVIÇOS
Ver todos

COLUNISTAS >

Saiba mais sobre a doença renal policística felina

A doença renal policística felina (DRPF) acomete principalmente gatos da raça persa ou originadas a partir dela. Saiba mais sobre os sintomas e o tratamento.

Por - 29 de julho de 2015

A doença renal policística felina (DRPF) acomete principalmente os gatos da raça persa ou raças que são originadas a partir dela. É de caráter hereditário autossômico dominante, ou seja, animais com genótipos PP e Pp são fenotipicamente positivos e não devem ser usados para reprodução. Porém, sabe-se que animais que possuem genótipo PP morrem ao nascimento ou ainda filhotes. Por isso, se um animal tem a doença e atinge a vida adulta, ele certamente tem o genótipo heterozigoto (Pp). A DRPF não está correlacionada ao sexo, o que significa que ambos são igualmente susceptíveis. Para garantir que um animal não é positivo, antes de ser inserido em algum programa de reprodução, todos os machos e fêmeas devem ser submetidos a um exame de imagem, preferencialmente Ultrassom, para verificar a existência de cistos renais.

gato-persa

A doença é caracterizada pelo crescimento progressivo de cistos no tecido renal, o que leva a uma compressão geral do órgão e quadro de insuficiência renal crônica. Devido ao tamanho dos cistos, o rim aumenta consideravelmente de tamanho e esse aumento pode ser notado em uma palpação externa no momento da consulta. A evolução dessa doença ainda não é completamente entendida, porém o cisto renal parece ser resultante de uma dilatação de algum segmento do néfron, que é a estrutura funcional do rim, que realiza a função de filtração. Os rins são divididos em córtex e medula e os cistos podem se originar a partir de ambas as estruturas.

Os sinais clínicos podem estar ausentes na doença unilateral, ou seja, quando acomete só um dos rins, e o animal é capaz de viver normalmente por um longo período de sua vida sem que o dono desconfie de algo. Porém, se a doença é bilateral, ou seja, acomete os dois rins, os sintomas são semelhantes ao quadro de insuficiência renal crônica e inclui:

1. Aumento da produção de urina;

2. Sede excessiva;

3. Anorexia;

4. Perda de peso de forma progressiva;

5. Vômito;

6. Desidratação;

7. Apatia.

Os gatos acometidos geralmente apresentam sinais clínicos tardiamente, com idades variando entre 3 e 10 anos, e os sinais evoluem variavelmente, dependendo da velocidade de crescimento dos cistos e comprometimento do parênquima renal. As anormalidades laboratoriais que podem ser encontradas também são semelhantes a doença renal crônica, com graus variados de azotemia (aumento dos níveis de Ureia e Creatinina), hiperfosfatemia (aumento de fosfato no sangue) e anemia não regenerativa.

O quadro é irreversível, por isso não existe uma terapia específica, o tratamento visa apenas controlar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida do paciente, que deve ser considerada sempre em primeiro lugar. A melhor forma de evitar adquirir um animal positivo é procurar criadores sérios, que possuem animais testados e comprovadamente negativos para DRPF. Proprietários que possuem gatos positivos devem castrar seus animais e assim evitar a propagação dessa doença!

 

SOBRE O COLUNISTA

dra-raquel-garcia

Médica veterinária formada pela Ufersa. Possui atualização em clínica médica de felinos. Realizou pesquisas com castração pediátrica em felinos domésticos. Sócia da Pró-Vida Animal clínica veterinária.

Ver todas as suas publicações

 

COMENTÁRIOS

FOCINHOS NAS REDES

Copyright 2015 - Todos os direitos reservados à focinhosurbanos.com.br