Entenda os tipos de agressividades em cães

Agressividade é um dos problemas comportamentais mais difíceis e complicados de lidar na relação com cães. Um cachorro agressivo pode facilmente ferir de forma grave uma pessoa, e a situação pode piorar ainda mais se tratando de crianças ou idosos.

 

Além da família, a agressividade pode se manifestar também com pessoas desconhecidas, em casa, na rua, quando os pets estão de coleiras, entre cães conhecidos, desconhecidos, interespécies, entre outros.

O comportamento agressivo é a consequência de algum problema, com o objetivo de intimidar ou machucar alguém ou algum animal, influenciado pelo meio ambiente, raça ou genética dos pais.

O tutor deve saber que esses comportamentos podem aparecer de diversas formas, tornando importantíssimo identificá-los para que sejam controlados da maneira mais eficaz.

As reações mais comuns que os cães costumam apresentar são: sinais corporais (ficar tenso, retraído, rabo estendido, olhar fixante), vocalizar, morder, sacudir etc.

Abaixo, serão apresentados os principais tipos de agressividade, com a intenção de ajudar as pessoas a entenderem e analisarem se o comportamento que o pet apresenta se encaixa em alguns deles.

1) Agressividade por dominância ou posse

Costuma surgir quando o cachorro acha que está em uma posição superior no ranking hierárquico, ou seja, está acostumado a fazer o que quer e não gosta de receber ordens. Mostrará agressividade ao ser contrariado, frustrado ou ao assumir uma postura de proteção de recursos.

Por exemplo, o pet que rosna ou morde quando alguém pede que ele saia do sofá ou quando alguém tenta tirar algo de sua boca, ou ainda quando está prestes a tomar banho, ser escovado e manipulado pelo veterinário, é um claro sinal de que seu estresse existe por ser um animal possessivo.

2) Agressividade por medo

Cachorros que não foram bem sociabilizados ou que sofreram algum trauma em determinada época (por volta dos três meses de vida) podem se tornar agressivos. É a mais comum de todas as agressividades e uma das mais perigosas. O animal passa a demonstrar certos comportamentos para esconder suas fragilidades e os antecipa para evitar o confronto.

Um exemplo são cães que rosnam ou mordem quando estão no colo dos tutores, dentro do portão de casa, presos na guia, do outro lado da rua, entre outros.

3) Agressividade entre cães

São chamados de cães antissociais aqueles que sempre reagem à presença de outros cachorros ou a animais de outras espécies. Nessa forma, a agressividade se intensifica na puberdade, quando os bichos passam a ficar mais agressivos com outros cães, principalmente com os do mesmo sexo.

A reação dos tutores quando avistam outros cães costuma interferir muito no comportamento que o cachorro vai apresentar. O tutor passa a informação que algo está próximo, antes mesmo do animal perceber a presença do outro. A pessoa deve procurar se controlar, não demonstrar medo ou tencionar a guia, para que os pets não relacionem com certos perigos e apresentem reações exageradas.

4) Agressividade por transferência

Alguns cachorros tendem a morder algo que está muito próximo quando não alcançam seu alvo. Brigas e acidentes graves resultam esse comportamento.

Quando dois cachorros amigos se atacam, se um terceiro passar por perto, por exemplo, pode ser mordido também. Até os tutores, se tentarem apartar a briga, poderão ser mordidos.

5) Agressividade por problemas de saúde

A agressividade natural não se apresenta instantaneamente, ela vem gradativamente.

Caso o pet demonstre mudanças no comportamento muito repentinamente ou ataque alguém ou outro animal sem nunca ter mordido ninguém, consulte um veterinário, pois é grande a chance de o bichinho estar passando por problemas físicos ou neurológicos (sentir dor, por exemplo).

Corrigir problemas comportamentais gerados por agressividade não é uma tarefa que qualquer indivíduo consiga desempenhar. A pessoa precisa estar muito segura e principalmente ter uma boa noção de como conduzir a situação para que não a agrave.

Caso o tutor não apresente essa segurança, o indicado é buscar ajuda de especialistas que têm toda bagagem e experiência para trabalhar da melhor forma possível os tipos específicos de agressividades apresentados pelo animalzinho.

Por Priscila Furlan, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

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