O aumento do abandono de animais durante a pandemia

A pandemia do coronavirus deixou o mundo inteiro em crise, mas além de todos os transtornos ela agravou um outro problema bem sério aqui no Brasil, o abandono de animais.

No início do confinamento muitas pessoas decidiram adotar animais abandonados para ter uma companhia especial para o isolamento, com isso, nos primeiros meses da pandemia a procura por adoção de cães e gatos aumentou.

Um ano depois que tudo começou, o pais vive seu pior momento da crise sanitária, junto a isso tem a crise econômica gigantesca, além de toda a desinformação sobre a transmissão do vírus por animais, mesmo que as evidências mostrem que os mesmos não transmitam.

Resultado de tudo isso? O abandono. Não apenas dos animais adotados durante a pandemia, mas também daqueles que foram adotados antes do isolamento. Sem falar na superlotação das ONG’s, que não não conseguem se manter, pois não podem mais receber voluntários, tiveram ajuda reduzida ou cortada, muitas precisaram fechar as portas, por falta de recursos.

Segundo matéria  da Folha de São Paulo, as instituições tiveram perda de pelo menos 80%  em suas doações e o número de abandono aumentou cerca de 70% no período da pandemia. 

O abandono no Brasil é um problema enorme e não se resume apenas a este período. Segundo a OMS, estima-se que haja no país cerca de 10 a 20 milhões de cães abandonados. As justificativas são as mais diversas, desde o cão cresceu demais, mudança de casa, nascimento de criança, falta de recursos financeiros e muito mais.

Vale ressaltar que o abandono de animais é crime  previsto no artigo 32 da lei 9.605/98. A pena pode ser de três meses a um ano de detenção e multa. E se  houver morte do animal a pena é aumentada em um sexto a um terço. 

A decisão de adotar um animal não deve ser tomada por impulso, pela emoção do momento. É uma vida que vai depender de você por muitos anos. Você vai precisar de paciência, tempo, dinheiro, disposição, disponibilidade, além de amor. Nunca adote um animal por pena, pois tirá-lo das ruas e joga-lo novamente depois é ainda mais cruel. Quer adotar um focinho? Consulte todos da sua casa, seu bolso, suas alergias e, só assim, tome a decisão.

Ter um focinho é garantir amor para a vida toda, mas só faça quando tiver a certeza que poderá oferecer a ele a melhor vida.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *